sábado, 12 de junho de 2010

Compadre


Tantos compadres eu tenho
Amigos sim, outros não
Que o Alentejo é tamanho
De muita côdea de pão

De porco preto ou do branco
Como bebo do bonzinho
Não sou racista nem santo
Nem coirato de toucinho

De moros e cristianos
De dois lhe chamam baião
Noutras terras há muitos anos
Ao nosso arroz e feijão

Coisa que eu não sei fazer
Bailar bem o corridinho
Só se alguém me oferecer
Uma malga de bom vinho

José Brás

2 comentários:

  1. Que delícia esse poema!

    José Brás, ganhei a noite!

    Bom domingo para você.

    Beijos

    Mirze

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